
Ao contrário do já consagrado Fashion Rio, que atrai multidões de pessoas comuns aos desfiles e vira ponto de badalação, o Rio Summer foi uma festa praticamente restrita aos convidados estrangeiros (como o estilista italiano Valentino e dezenas de jornalistas do exterior), que lotaram o Hotel Fasano, em Ipanema, às custas do evento.
O resultado foi uma produção claramente feita para gringo ver, alimentando ao máximo o imaginário sobre o povo carioca no exterior. O samba, a paisagem, mulheres bonitas com pouca roupa e a glamourização do estilo despojado: tudo convergia para o estereótipo corrente do Rio de Janeiro. E para quem não entendesse, não faltaram intérpretes e legendas, pois durante os dias de Rio Summer, a primeira língua foi o inglês.
Tendências
Nas passarelas, as grifes apontaram tendências para o visual do verão. O biquíni tomara-que-caia reto e os maiôs com recortes geométricos ficaram em evidência e devem fazer sucesso nas praias nos próximos meses. De acordo diversos desfiles, a tendência é usar cores lisas, sem estampas, para valorizar o corte das peças de banho.
O destaque da grife de Oskar Metsavaht foram chapéus Panamá transformados em manga de vestido. Na apresentação da Osklen, o chapéu também apareceu adornando as cabeças das modelos, remetendo ao clima retrô da coleção, cujo tema é o verão de 1958. A Lenny mostrou biquínis e maiôs com cortes geométricos ou drapeados, com ênfase nas cores lisas.
No sábado, a Cia Marítima fez um desfile marcado pela sensualidade, com mastros de pole dance adornando a passarela. A marca exibiu biquínis em tamanhos reduzidos e maiôs com decotes tão ousados, que fizeram algumas modelos acidentalmente mostrarem mais do que deviam.
Fonte: g1.globo.com
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